RÉDEA NÃO É VOLANTE – Como se comunicar corretamente com o cavalo
- Jockey Clube do Espírito Sannto

- 14 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Quando falamos em montar, muitas pessoas imaginam que controlar um cavalo é como dirigir um carro: basta “girar o volante” para ele mudar de direção. Mas a verdade é que, no hipismo, a comunicação vai muito além das mãos.
Assim como numa dança, não é possível conduzir usando apenas os dedos. É o corpo inteiro que conduz a conversa. As rédeas fazem parte desse diálogo, mas são apenas um detalhe dentro de um conjunto muito mais amplo de comandos.
A proporção da comunicação
No contato com o cavalo, aproximadamente:
80% da comunicação vem do quadril e tronco;
18% vem das pernas;
Apenas 2% é transmitido pelas mãos e rédeas.
Isso significa que seu corpo é o principal guia. O cavalo sente e responde à sua postura, ao equilíbrio, ao peso e à pressão das pernas antes mesmo de interpretar um movimento das mãos.
O erro mais comum
Um dos equívocos mais frequentes de iniciantes é tentar “puxar” ou “girar” o cavalo apenas pelas rédeas, como se fosse o volante de um carro. Isso causa desconforto para o animal, quebra a harmonia da montaria e, muitas vezes, gera resistência.
O uso correto das rédeas
As rédeas devem funcionar como um refinamento do comando, e não como o comando principal.
Elas servem para complementar a comunicação já iniciada pelo corpo.
Devem ser usadas com leveza, suavidade e precisão.
A força e a tensão excessiva podem prejudicar a performance e a confiança do cavalo.
Dica de ouro
Pense na montaria como uma conversa:
O seu corpo é a voz principal;
Suas pernas dão ênfase;
As rédeas são o toque final, como um sussurro que confirma o que já foi dito.
Quanto mais clara e equilibrada for essa comunicação, mais fluida e harmoniosa será a relação entre cavaleiro e cavalo.
Lembre-se: no hipismo, técnica e sensibilidade caminham lado a lado. Controlar não é forçar, é conduzir com harmonia.
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