top of page
Buscar

RÉDEA NÃO É VOLANTE – Como se comunicar corretamente com o cavalo


Quando falamos em montar, muitas pessoas imaginam que controlar um cavalo é como dirigir um carro: basta “girar o volante” para ele mudar de direção. Mas a verdade é que, no hipismo, a comunicação vai muito além das mãos.


Assim como numa dança, não é possível conduzir usando apenas os dedos. É o corpo inteiro que conduz a conversa. As rédeas fazem parte desse diálogo, mas são apenas um detalhe dentro de um conjunto muito mais amplo de comandos.


A proporção da comunicação

No contato com o cavalo, aproximadamente:

  • 80% da comunicação vem do quadril e tronco;

  • 18% vem das pernas;

  • Apenas 2% é transmitido pelas mãos e rédeas.

Isso significa que seu corpo é o principal guia. O cavalo sente e responde à sua postura, ao equilíbrio, ao peso e à pressão das pernas antes mesmo de interpretar um movimento das mãos.


O erro mais comum

Um dos equívocos mais frequentes de iniciantes é tentar “puxar” ou “girar” o cavalo apenas pelas rédeas, como se fosse o volante de um carro. Isso causa desconforto para o animal, quebra a harmonia da montaria e, muitas vezes, gera resistência.


O uso correto das rédeas

As rédeas devem funcionar como um refinamento do comando, e não como o comando principal.

  • Elas servem para complementar a comunicação já iniciada pelo corpo.

  • Devem ser usadas com leveza, suavidade e precisão.

  • A força e a tensão excessiva podem prejudicar a performance e a confiança do cavalo.


Dica de ouro

Pense na montaria como uma conversa:

  • O seu corpo é a voz principal;

  • Suas pernas dão ênfase;

  • As rédeas são o toque final, como um sussurro que confirma o que já foi dito.


Quanto mais clara e equilibrada for essa comunicação, mais fluida e harmoniosa será a relação entre cavaleiro e cavalo.


Lembre-se: no hipismo, técnica e sensibilidade caminham lado a lado. Controlar não é forçar, é conduzir com harmonia.



 
 
 

Posts recentes

Ver tudo

Comentários


bottom of page